Quando alguém pergunta qual a diferença entre quem joga Sudoku ocasionalmente e quem termina puzzle expert sem dica, a resposta tem uma palavra: anotação. Quem joga ocasional encara o tabuleiro como ele aparece. Quem joga sério enche o tabuleiro de pequenos números antes de fazer a primeira jogada de verdade.
Anotação é a memória externa do raciocínio em Sudoku. O cérebro humano não consegue manter na cabeça, simultaneamente, todos os candidatos possíveis de uma célula vazia. Em puzzle fácil, isso não importa. Em puzzle médio em diante, importa muito. Cada célula vazia pode ter de dois a oito candidatos possíveis. Multiplicar isso por 50 ou 60 células vazias dá uma matriz que ninguém memoriza. A anotação é onde essa matriz vive.
A técnica é simples. Pra cada célula vazia, escreva em pequeno os números de 1 a 9 que ainda são candidatos pra entrar ali, depois de descartar os que já aparecem na mesma linha, na mesma coluna e no mesmo bloco. No Sudoku BLA, o modo de anotações fica disponível por um toque, e tem uma função de auto-notas que preenche tudo isso automaticamente, pra você não perder cinco minutos no começo do puzzle.
Com as anotações no lugar, três coisas mudam. Primeira: as técnicas de dedução começam a funcionar. Sem anotação, par óbvio é invisível, par apontador também, asa-x idem. As técnicas só aparecem quando você tem o mapa dos candidatos diante dos olhos. Segunda: cada número novo que entra no tabuleiro elimina candidatos em várias células de uma vez, e o efeito cascata fica visível. Terceira: você não esquece o que já deduziu. A anotação trabalha como nota de margem em livro técnico.
Decisão de design do Sudoku BLA: as anotações aparecem na cor Sombra BLA, um cinza-quente discreto (#8a8680). A primeira versão do app usou o verde da marca pra anotação, mas ficou cansativo aos olhos em puzzle longo. Sombra é mais leve, lê mais rápido, separa visualmente o número-resposta (preto editorial) do número-candidato (cinza-quente). Detalhe pequeno, efeito grande em sessão de uma hora.
Pra quem está saindo do nível fácil, a recomendação é: ative o auto-notas, jogue alguns puzzles médios prestando atenção em como a matriz de candidatos se atualiza, e depois vá tirando o auto-notas pra anotar você mesmo quando se sentir confortável. Em duas semanas, anotação vira reflexo. E aí o nível difícil deixa de ser intimidador. Vira só o próximo puzzle.
Perguntas frequentes sobre o modo notas do Sudoku
Quando devo usar o modo notas?
Do nível médio pra cima. No fácil, você quase sempre acha a próxima jogada só olhando. No médio, difícil e expert, sem anotar os candidatos você não enxerga as técnicas de dedução, e trava.
O que é o auto-notas?
Uma função que preenche os candidatos de todas as células vazias de uma vez, em vez de você anotar um por um. No Sudoku BLA fica a um toque, pra você não gastar cinco minutos no começo do puzzle.
Anotar candidato é trapaça?
Não. É a forma correta de jogar os níveis difíceis, e todo jogador sério anota. Trapaça seria pedir a resposta pronta. A anotação só organiza o que já está no tabuleiro.
Anotar tudo não é perda de tempo?
O auto-notas resolve isso num toque. E o tempo que a anotação parece custar volta multiplicado: com o mapa de candidatos na tela, a próxima jogada aparece muito mais rápido.
Como largar o auto-notas e anotar sozinho?
Vá tirando aos poucos. Jogue uns médios com auto-notas prestando atenção em como a matriz se atualiza, depois desligue e anote você mesmo. Em duas semanas vira reflexo.